quinta-feira, 28 de maio de 2015

Produção de texto da unidade 2

“Propagandas impressas, educação e leitura”
Compreender a leitura não é uma atitude natural porque exige habilidade, interação e trabalho; portanto, discorrer sobre esse tema torna-se fundamental na análise de propagandas, gênero que, atualmente, está sendo amplamente explorado para o desenvolvimento da capacidade leitora.
Os diferentes modos de leitura ou produção de leitura vão depender do contexto e de seus objetivos. As condições de produção da leitura são determinadas, segundo o estudioso Brito pelo.
(...) contexto sócio-histórico, as convenções, os hábitos, as capacidades individuais, enfim, as práticas sociais de leitura. Dessa forma, os gestos de leitura se modificam segundo os momentos sócio-históricos, os lugares, os fatos, as próprias razões de ler.
As ideias de Marcuschi outro estudioso, afinam com as de Brito ao dizer que o leitor “se acha inserido na realidade social e tem que operar sobre conteúdos e contextos socioculturais com os quais lida permanentemente”, no caso as propagandas imprensas. É por essa razão que a leitura é vista como prática social.
Na produção de leitura, o implícito é um aspecto relevante, pois quando se lê , levamos em consideração não apenas o que está escrito, mas também o que está implícito. Na leitura de textos publicitários, o implícito é muito explorado, pois esse gênero procura, tanto no campo verbal quanto no visual, despertar no leitor o interesse pelo produto, discursando nas entrelinhas. Com isso há uma necessidade de estudo sobre gêneros, para que haja um entendimento ao ler o gênero propaganda. Assim o leitor saberá identificar elementos no texto essenciais para seu benefício, já que a propaganda está em objeto de beneficio próprio, induzindo o leitor.
O texto publicitário é um dos mais fortes veículos de comunicação de massa. O texto publicitário é constituído por elementos verbais (como palavras, enunciados) e não verbais (como imagens, gráficos e outros recursos visuais).
É por essa razão que Orlandi (1993) afirma que a leitura é, ao mesmo tempo, uma questão linguística, pedagógica e social, cujos domínios não devem ser separados para se conhecer, ao contrário, devem estar integrados.
Dessa forma, o texto pode tornar-se uma “armadilha”, conforme argumenta Marcuschi (2008), pois nem tudo o que queremos dizer está inscrito nele objetivamente, o autor deixa muita coisa por conta do leitor. “Em suma, os sentidos são parcialmente produzidos pelo texto e parcialmente completados pelo leitor.”
Saber ler, segundo Orlandi (1993), “é saber o que o texto diz e o que ele não diz, mas o constitui significativamente”.
O professor compromissado com a formação de um leitor proficiente pode conseguir resultados satisfatórios com esse trabalho, por tratar-se de um gênero que atrai e encanta, e que está presente no cotidiano de todos, portanto de fácil acesso. Utilizar-se da perspectiva interacional da leitura para a compreensão dos textos é uma opção interessante para a formação de um leitor crítico e responsivo; portanto competente, para inserir-se na atual sociedade letrada atual.

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