“Propagandas impressas, educação e
leitura”
Compreender a leitura não é uma
atitude natural porque exige habilidade, interação e trabalho; portanto,
discorrer sobre esse tema torna-se fundamental na análise de propagandas, gênero
que, atualmente, está sendo amplamente explorado para o desenvolvimento da
capacidade leitora.
Os diferentes modos de leitura ou
produção de leitura vão depender do contexto e de seus objetivos. As condições
de produção da leitura são determinadas, segundo o estudioso Brito pelo.
(...) contexto sócio-histórico, as convenções, os
hábitos, as capacidades individuais, enfim, as práticas sociais de leitura. Dessa
forma, os gestos de leitura se modificam segundo os momentos sócio-históricos,
os lugares, os fatos, as próprias razões de ler.
As ideias de Marcuschi outro
estudioso, afinam com as de Brito ao dizer que o leitor “se acha inserido na
realidade social e tem que operar sobre conteúdos e contextos socioculturais
com os quais lida permanentemente”, no caso as propagandas imprensas. É por
essa razão que a leitura é vista como prática social.
Na produção de leitura, o
implícito é um aspecto relevante, pois quando se lê , levamos em consideração
não apenas o que está escrito, mas também o que está implícito. Na leitura de
textos publicitários, o implícito é muito explorado, pois esse gênero procura,
tanto no campo verbal quanto no visual, despertar no leitor o interesse pelo produto,
discursando nas entrelinhas. Com isso há uma necessidade de estudo sobre
gêneros, para que haja um entendimento ao ler o gênero propaganda. Assim o
leitor saberá identificar elementos no texto essenciais para seu benefício, já
que a propaganda está em objeto de beneficio próprio, induzindo o leitor.
O texto publicitário é um dos
mais fortes veículos de comunicação de massa. O texto publicitário é
constituído por elementos verbais (como palavras, enunciados) e não verbais
(como imagens, gráficos e outros recursos visuais).
É por essa razão que Orlandi
(1993) afirma que a leitura é, ao mesmo tempo, uma questão linguística,
pedagógica e social, cujos domínios não devem ser separados para se conhecer,
ao contrário, devem estar integrados.
Dessa forma, o texto pode
tornar-se uma “armadilha”, conforme argumenta Marcuschi (2008), pois nem tudo o
que queremos dizer está inscrito nele objetivamente, o autor deixa muita coisa
por conta do leitor. “Em suma, os sentidos são parcialmente produzidos pelo
texto e parcialmente completados pelo leitor.”
Saber ler, segundo Orlandi (1993),
“é saber o que o texto diz e o que ele não diz, mas o constitui
significativamente”.
O professor compromissado com a formação
de um leitor proficiente pode conseguir resultados satisfatórios com esse trabalho,
por tratar-se de um gênero que atrai e encanta, e que está presente no cotidiano
de todos, portanto de fácil acesso. Utilizar-se da perspectiva interacional da
leitura para a compreensão dos textos é uma opção interessante para a formação
de um leitor crítico e responsivo; portanto competente, para inserir-se na
atual sociedade letrada atual.
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